MILKOLOGISTS INOVALEITE

 

Este não é um termo usual nem tão pouco difundido no Brasil, mas como no Inovaleite gostamos de arriscar e procurar sempre romper as barreiras, escolhemos usar esta palavra (que possui origem no idioma inglês) para definir de forma simples e objetiva as atividades dos nossos mais novos membros do grupo. No início eles não ainda não tinham nomes. Passamos pela fase na qual os pais ficam pensando qual nome seria mais adequado para os filhos. Tivemos que contar com a ajuda da comunidade para resolvemos este impasse (e foram muitos nomes legais e sugestões que recebemos). No final, os nomes foram escolhidos em uma votação no Instagram.
Milkologist é o profissional que se dedica a estudar o leite e suas inúmeras propriedades técnicas e científicas. Termo similar porém já mais usual é o Cheeseologist. Neste caso, empregamos para profissionais com grande conhecimento técnico e científico em diferentes tipos de queijos. 
Além de entender as propriedades e os processos tecnológicos que empregamos na industrialização do leite, os Milkologists sabem das suas estruturas e particularidades, sendo de vaca ou de outros mamíferos. Eles estudam todas as etapas de biossíntese e processamento do leite, ou seja, desde a vaca até o mercado consumidor.
Considerada uma carreira de suma importância no mundo inteiro, a demanda por estes profissionais é contínua, uma vez que as pessoas continuam aumentando o consumo de leite e seus derivados todos os anos.
LEITÍCIA

 

Esta é a Leitícia, uma milkologista curiosa pelo mundo, apaixonada por leite e que gosta de andar de bicicleta nos finais de semana. Ela é formada em ciência e tecnologia de laticínios pela UFV. Quando ela resolveu fazer o curso, ela já era apaixonada por leite, porque seus pais sustentaram a sua família durante anos com a produção de leite. Para dar uma vida melhor para os seus filhos, eles sempre incentivaram a Leitícia nos estudos. Era muito difícil ela fazer outra faculdade, né? Quando ela entrou pela primeira vez na aula de Tecnologia de Queijos, ela não sabia muito o que esperar da disciplina. Foi só o professor Antônio Fernandes começar a mostrar o mundo dos queijos para ela se apaixonar e ver como que o conhecimento e o empreendedorismo caminham juntos. Ao se formar, Leitícia resolveu aprofundar seu conhecimento aplicado ao setor produtivo e ingressou no mestrado profissionalizante em Ciência e Tecnologia do Leite e Derivados na UFJF. Sob orientação do professor Ítalo Perrone, ela percebeu que o saber tecnológico abriria oportunidades muito maiores para sua carreira e que conhecimento sempre pode vir associado ao senso de humor. Quanto mais ela se dedicava, maior se tornava a sua vontade de conhecer outras realidades. Com isso, ela quis ter a experiência de mudar para Campinas e fazer o doutorado na UNICAMP, para estudar a fundo as proteínas lácteas sob a orientação do professor Guilherme Tavares. Além de aprender sobre proteínas, ela passou a fazer grandes apresentações. Como o mundo se tornou um grande campo de experimentos, Leitícia foi aprovada para fazer seu PhD no INRA na França, levando o nome da sua família para além do que já tinha sido imaginado por seus pais. Hoje, ela trabalha na empresa da família e está revolucionando o mercado, gerando novos produtos e riqueza para a sua família e região, mostrando como o conhecimento aplicado muda a sociedade.
CASEINÁCIO

 

Caseinácio gosta de lembrar do seu primeiro dia como aluno do Instituto de Lacticínios Cândido Tostes (ILCT): “Entrei na primeira aula sem saber o que eu iria aprender lá. Só sabia que eu queria uma vida melhor.” Foi na aulas de Sorvete da Professora Isis que o encanto pelo mundo dos lácteos se estabeleceu. O dia mais importante do curso foi quando teve uma palestra com o Professor Alan Frederick Wolfschoon Pombo. O mesmo Alan que ele só conhecia dos inúmeros artigos que estudava na revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes: "Ter na minha frente o autor de todos aqueles artigos que eu lia, explicando tudo que eu não entendia sobre o leite marcou a minha vida". Caseinácio sempre foi uma pessoa mais prática e focada em resultados e quanto mais ele vivia no ILCT mais aprendia a aplicar a teoria para gerar resultados. Como gostava de entender o processo produtivo, resolveu fazer engenharia de alimentos na UFSCar, onde fez iniciação científica com o professor Naaman na área de processamento de leite e derivados. Durante este trabalho, teve a oportunidade de conhecer a professora Rosângela de Freitas, que o orientou no mestrado na UFV. Quando terminou o mestrado, Caseinácio resolveu ir para o mercado de trabalho e foi contrato por uma multinacional do setor lácteo que tinha pesquisas em parceria com o Inovaleite. Com a abertura do edital de Doutorado Acadêmico para Inovação (DAI) no departamento de Química da UFJF, Caseinácio resolveu se inscrever por saber que os alunos deste programa teriam uma formação diferenciada, tendo tanto contato com a academia quanto com o setor produtivo. Sob orientação do professor Rodrigo Stephani, aprendeu sobre desenvolvimento de produtos UHT e como a curiosidade aliada a boa vontade para trabalhar o levariam a novos caminhos na carreira. Hoje, Caseinácio tem uma start up de Pesquisa e Desenvolvimento focada no setor lácteo para desenvolvimento de produtos com alto valor agregado.
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