A idéia de lançar a segunda edição do Manual Básico de Controle de Qualidade de Leite e Derivados nasceu, a princípio, da necessidade de se corrigirem alguns erros de diagramação e de impressão, detectados na primeira edição e também da vontade de incluir algumas metodologias  de análise e temas relacionados, como, por exemplo, a pesquisa de fraude por adição de sacarose e a pesquisa de resíduos de antibióticos, por sugestão de alguns amigos do setor que me alertaram para a importância dessas metodologias para o controle de qualidade de leite e  derivados, apesar de elas não constarem das Instruções Normativas 62/2003 e 68/2006.

Durante um ano, pensei no projeto da segunda edição do Manual e, nesse período, percebi um crescente interesse e envolvimento do setor de laticínios com a qualidade do leite e seus derivados. O  controle de qualidade vem ocupando, cada vez mais, lugar de destaque na indústria de lácteos. Os profissionais vêm se conscientizando de que não se trata apenas de uma exigência legal, ou de mera vantagem competitiva, nem tampouco destinado exclusivamente a grandes empresas ou aos especialistas na área. Tem-se chegado à conclusão de que o controle de qualidade é  fundamental para toda e qualquer indústria que pretende conquistar espaço no mercado e se manter nele, constituindo ferramenta indispensável para atender às expectativas dos consumidores, além de contribuir para o crescimento do setor lácteo, não só em âmbito nacional, mas também internacionalmente.

A qualidade é, acima de tudo, uma questão de compromisso e de responsabilidade com a economia brasileira e com a segurança alimentar do consumidor. Percebi então que inserir
algumas metodologias, e fazer pequenas correções não seria o sufi ciente para atender a esse
novo conceito de Controle de Qualidade que vinha evoluindo e sendo absorvido pelos profi ssionais da Indústria de Laticínios.

A segunda edição do Manual Básico de Controle de Qualidade de Leite e Derivados, além de comentada e revisada, vem também